Monthly Archives: April 2011

Flashes Carol #165

* Flashes da Semana

Faculdade de Letras, terça-feira, diálogo pescado:
– Existe poética em tudo, a retórica está aí pra isso.
– E assim a arte se transforma em discurso.
“Que papo é esse?…”

Terceiro Andar da Fafich, quarta-feira:
– Vou ali e já volto.
Alguns minutos depois…
– Vocês sabiam que hoje é o Dia Internacional do Beijo?
– Onde você leu ou viu isso?
– Acabei de ficar sabendo.
– …
– Que foi?
– Ah! Dentes fortes, hein garotão?!?

Escola de Belas Artes, quinta-feira, uma semana após a morte de João Paulo II
– Incrível como a maioria não pesca algumas piadas.
– Culpa da overdose de informação. Mesmo sendo Comunicação Social, o povo acaba perdendo a capacidade de linkar as coisas ou não consegue perceber pequenas mudanças.
– Pois é. Mandei um Carol# com K, o Karol#163, e ninguém entendeu.
– Você mandou um Carol# com K? Nem vi…

Centro Esportivo Universitário, sábado
– Faz o gol, Argentino!

* * * * * *

Originalmente publicado em 19 de abril de 2005

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Estréia e um pouco de contexto

Como Funciona?

De novembro de 2004 a dezembro de 2005 eu fui o editor do e-zine CAROL#, dos alunos do curso de Comunicação Social da UFMG. Durante 46 saudosas edições, que começaram no número #152 e terminaram no #197, surgiu algo interessante.

Sempre tive vocação para presenciar diálogos estranhos, fosse como interlocutor ou ouvinte passante. Numa dessas semanas em que o material foi farto, os Flashes da Semana estrearam como seção no zine, ali pelos idos do #165. Achei que não ia durar, e dividi em duas edições. O Vetrô, que viria ser o editor seguinte, participou da conversa que deu origem à sessão, e posteriormente ganhou a mesma fama que eu: terror das rodas de conversa informais.

A essa altura, acho que podemos dar o CAROL# por extinto. Como continuo presenciando conversas ou situações engraçadas, e por saudade das antigas pérolas, alternarei novidade e velharia nesse blog. Quem quiser, sinta-se à vontade para colaborar enviando exemplos. Meu plano é manter o mesmo formato que deu fama aos Flashes da Semana: o mínimo de contexto, e o máximo de graça.

Igor Costoli